No último sábado, 4 de abril de 2026, o Allianz Parque, em São Paulo, voltou a ser tomado por riffs pesados e refrões imortais com mais uma edição do Monsters of Rock. Reunindo nomes como Guns N’ Roses, Lynyrd Skynyrd e Extreme. O festival reafirmou sua proposta: celebrar o rock em suas diferentes gerações, com foco na experiência ao vivo e na conexão com o público.
Além dos destaques principais, o line-up também contou com apresentações de nomes como Halestorm, Yngwie Malmsteen, Dirty Honey e Jayler, completando uma maratona que atravessou o dia e manteve o Allianz Parque em constante movimento.
Você pode conferir a cobertura do Monsters of Rock 2026 em nosso Instagram nos destaques.
Halestorm: peso moderno e presença de palco
Representando uma vertente mais contemporânea do line-up, o Halestorm trouxe intensidade e atitude para o palco do Monsters of Rock. Liderada por Lzzy Hale, a banda apostou em uma performance direta, com vocais potentes e uma sonoridade mais agressiva, contrastando com o clima mais clássico de outras atrações.
O resultado foi um show energético, que ajudou a diversificar o festival e mostrou como o rock segue se renovando sem perder sua essência. Com 12 músicas no setlist, sucessos como “I Miss the Misery” e “Love Bites (So Do I)” fizeram parte do repertório.
Extreme: carisma e energia em alta
Extreme no Monsters 2026 (Fotos: Ricardo Matsukawa)
Responsável por manter o ritmo do festival em alta, o Extreme entregou um dos shows mais equilibrados do dia. Combinando virtuosismo musical e presença de palco, a banda conseguiu transitar com facilidade entre momentos mais intensos e outros mais descontraídos.
A interação com o público foi um dos pontos fortes, criando uma atmosfera leve e envolvente. Foi o tipo de apresentação que não depende apenas de hits, mas de entrega, e nisso, o Extreme soube conduzir muito bem. O ponto alto do show foi na canção “More Than Words“, maior sucesso do grupo, do segundo álbum de 1991 e que contou com um longo coro dos fãs presentes no Allianz Parque.
Lynyrd Skynyrd: emoção e legado
Um dos momentos mais marcantes do festival veio com o Lynyrd Skynyrd. Carregando décadas de história, a banda transformou sua apresentação em um verdadeiro tributo ao próprio legado, com um repertório que dialogou diretamente com a memória afetiva do público.
O show teve um clima quase cerimonial em alguns momentos, com o Allianz Parque acompanhando em coro os grandes clássicos. Mais do que uma performance, foi um encontro entre gerações, daqueles em que o peso da história fala mais alto do que qualquer efeito de palco. A banda não deixou de fora grandes sucessos como “Sweet Home Alabama“, “Free Bird” e “Simple Man“.
Em “Free Bird”, a banda fez uma linda homenagem aos integrantes que já faleceram, com a imagem do álbum de estreia da banda, que possuía a foto de todos os integrantes originais do grupos, que já faleceram, e em seguida o nome de todos os integrantes apareceram no telão com velas acesas. Em seguida a imagem de Ronnie Van Zant, vocalista original e irmão de Johnny Van Zant, apareceu no telão cantando “Free Bird”, sincronizado ao vivo com a banda.
Lendas do Rock
O festival ainda teve um momento de grande emoção durante a noite, antes do headliner, com um in memoriam celebrando a vida de grandes lendas do rock que já faleceram. Nomes como Rita Lee, Erasmo Carlos, Chester Bennington, Taylor Hawkins, Canisso, Sam Rivers, entre outros apareceram durante os mais de três minutos de homanagem. A maior de todas e mais ovacionada da noite foi a homenagem ao Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne, falecido em julho de 2025, com um momento a parte mostrando imagens de sua participação no Monsters of Rock de 1995. Aos gritos de “Ozzy, Ozzy, Ozzy” e “Olé, Olé, Olé, Olé, Ozzy! Ozzy!” (da gravação de 1995), os fãs celebraram a vida do Madmen.
Guns N’ Roses: um encerramento à altura da história
Fechando a noite, o Guns N’ Roses assumiu o papel de headliner com a responsabilidade de coroar o festival. E conseguiu. Com um repertório focado nos clássicos, a apresentação de “Bad Apples” pela primeira vez desde 1991, homenagem a Ozzy Osbourne no cover de “Junior’s Eyes“, do Black Sabbath, e uma execução segura, a banda transformou o Allianz Parque em um grande coro coletivo.
A banda trouxe também em seu repertório, que conteve 25 músicas, três novos singles: “Perhaps“, “Atlas” e “Nothin“. A banda também trouxe de volta ao setlist um clássico cover da canção de Bob Dylan “Knockin’ on Heaven’s Door”.
Richard Fortus e Duff McKagan (Foto: Guns N’ Roses)
A apresentação teve ritmo, intensidade e momentos de pura celebração, reforçando o peso do grupo dentro da história do rock. Axl conduziu com majestade as duas horas e quarenta de apresentação e Slash dominou o Monsters of Rock com os seus solos cheios de improvisos e extensos durante as canções, arrancando aplausos e gritos dos fãs. A sensação era clara: experiência e conexão ainda são os principais pilares de um grande show.
Um festival que segue fazendo história
Mais do que discutir comparações com edições anteriores, o Monsters of Rock 2026 mostrou que sua força continua na experiência que entrega. Ao reunir várias gerações e estilos dentro do rock, o festival mantém viva uma tradição que vai além dos nomes no cartaz.
No fim, o Allianz Parque não foi apenas palco, foi ponto de encontro de fãs. Um espaço onde passado e presente se cruzaram ao som de guitarras altas, vozes marcantes e uma plateia que fez questão de viver cada momento da noite do último sábado. Vida longa ao Monsters! Vida Longa ao Rock!









